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O que O Pequeno Príncipe me ensinou sobre autoestima







O Pequeno Príncipe" é um livro de Antoine de Saint-Exupéry que narra a jornada de um jovem príncipe que viaja por diferentes planetas, aprendendo lições sobre a vida e as relações.


O livro é para corações de adultos e crianças, e é incontestável que qualquer pessoa possa aprender lições valiosas com ele, sobre a vida, relacionamentos e autoestima.

No entanto, hoje quero compartilhar com você os aprendizados que eu tive e que me ajudaram a enxergar um determinado momento da minha vida e da minha história de uma forma diferente.


Já contei aqui (ou nas minhas outras redes sociais, sobre o meu processo de transição capilar) e por mais que tenha sido relativamente calmo, se comparado a tantas outras meninas e mulheres, ainda assim me possibilitou aprendizados e também sofrimentos. Que impactou fortemente minha autoestima de formas inimagináveis.


Em meio ao caos, por alguma razão que desconheço, decido ler o livro novamente.

A primeira vez que o li, achei bobinho, mas o tempo e a idade são ótimos para tornarem as coisas ruínas e sem graça em grandes momentos.


Pois bem, logo no início, ele conta sobre seu impacto ao ver a figura de uma jibóia engolindo um animal. E isso levou a reproduzir o desenho com seus lápis de colorir e papel. Ele o chamou de desenho nº1.


O jovem de 6 anos mostrou seu desenho aos adultos e questionou se eles sentiam medo, mas os adultos o desencorajaram, dizendo que não sentiriam medo de um chapéu.


No entanto, antes de desistir, ele fez o que chamou de desenho nº 2, onde seria o interior da cobra, justificando que "as pessoas grandes" chamaram de uma explicação. Mas ao apresentar o desenho, foi mais uma vez desencorajado e prático para mudar de profissão. Desistiu, porque me senti cansado em ter que ficar trazendo explicações às pessoas.





Essa não é a história completa do Pequeno Príncipe, na verdade, é apenas a primeira parte, ou melhor, as três primeiras páginas. Mas confesso que consegui extrair dela 03 lições que me fizeram refletir sobre autoestima e a vida adulta.


Lição 01: Ninguém entende seu ponto de vista melhor que você.

Quando o Pequeno Príncipe vê uma gravura no livro, sua ideia inicial é a de recriar e mostrar para outras pessoas, neste caso, os adultos. Entretanto, ninguém compreende o que se trata.

Na vida adulta, sabemos e tomamos conhecimento de muitas coisas das quais nem sempre conseguimos explicar, apenas sabemos porque fazemos parte das nossas experiências pessoais. Por essa razão, ninguém sabe sobre você melhor que você mesmo. Então, não permita que você diga que sua experiência não vale nada. Quem sentiu a dor foi você.


Lição 02: Busque melhorias, mas não para agradar.

Buscamos sempre ser a tal da nossa melhor versão. Mas a pergunta é - Para quem?

Nossa melhor versão, aquela revisada, deve mesmo existir, mas para nós, e não para outras pessoas, ou sempre cairemos na cilada de ter que ficar se explicando. Inclusive, essa é a terceira lição.


Lição 03: Se explicar é mesmo necessário?

Há momentos em que, assim como o Príncipe, nos percebemos tendo que levar explicações para outras pessoas sobre coisas das quais são importantes para nós.

Compreenda que nem sempre o que fará sentido para você precisará de explicação. Apenas faça e já terá feito muito.

Lição Bônus: Nem sempre é sobre desistir.

Às vezes, é abrir a mão.

Quando enfrentamos nossas mudanças de rota como uma resistência, nos sentimos fracassados. Mas nem toda mudança é uma derrota.


O Pequeno Príncipe teve uma ideia, se modernizou, desenhou, buscou aprimorar seu trabalho, se explicou. Mas ao perceber que estava levando mais tempo se explicando do que outra coisa, perceber que era o momento de parar.


Nós também precisamos ter esse discernimento, de sabermos a hora de parar. De abrir mão do que está nos fazendo mal para priorizarmos a nossa saúde, física e emocional.


E assim, como o Pequeno Príncipe, que encontrou sabedoria em suas jornadas, que esperamos aprender a valorizar nossas experiências e seguir adiante, sabendo quando é hora de abrir mão e buscar o que realmente nos faz bem.











 
 
 

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