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Livro: Autoestima como Hábito: Uma leitura que pode mudar a forma como você se enxerga.

Mão segurando o livro : Autoestima como Hábito

Há livros que a gente lê.

Outros livros meio que leem a gente.


Autoestima como Hábito, da psicóloga Gislene Isquierdo, entra fácil nessa segunda categoria.

Diferente dos tradicionais livros de autoajuda,  Gislene trás a neurociência, para explicar por que a autoestima pode ser entendida como um hábito e não apenas como um sentimento, porém de forma acessível, sem transformar o livro em uma leitura acadêmica.



Como nasce a nossa autoestima?

Você já se fez essa pergunta em algum momento?

Eu aposto que não.


No entanto, estou certa que:

Você já deve ter passado um tempo repetindo pensamentos como "não sou boa o suficiente", "não consigo", "ninguém vai me escolher".

Quando fazemos isso nosso cérebro fortalece esses caminhos, fazendo com que esses pensamentos deixam de parecer apenas pensamentos e passam a soar como verdades.

Com o tempo, não percebemos mais nossos cérebro está interpretando a realidade.

E então temos aqui um hábito. Não basta esperar sentir mais autoestima. É preciso começar a praticar comportamentos que reforcem uma nova percepção de si mesma.


Como transformar autoestima em hábito na prática?


Gislene nos convida a olhar para a autoestima como uma prática diária.

E isso muda completamente a perspectiva.

Na prática, autoestima pode começar em coisas muito simples, como perceber a forma.

  • Como você fala consigo mesma depois de cometer um erro.

  • Parar de se chamar de incapaz, desorganizada ou insuficiente toda vez que algo não sai como o esperado.

  • Aprender a estabelecer limites sem sentir culpa o tempo inteiro.

  • Parar de aceitar migalhas em relacionamentos, amizades ou no trabalho.


A autoestima não nasce quando passamos a nos amar incondicionalmente.

Ela cresce quando começamos a nos tratar com o mesmo respeito, paciência e consideração que oferecemos às pessoas que amamos.


💛 Quem vai amar esse livro?


Em especial, mulheres cansadas (claro!) mas sobre tudo para quem :

Se cobra e se compara constantemente ou que tenha dificuldade em reconhecer o próprio valor.

Quem acredita que precisam fazer mais, ser mais ou provar mais para merecer amor, respeito ou reconhecimento. Para quem está atravessando o fim de um relacionamento, uma transição de carreira, maternidade.


Se pensarmos bem, qualquer mulher que já tenha sentido a autoestima abalada, seja pela razão que for.

O livro e eu, não estamos prometendo que com essa leitura, e o fato de compreender como a autoestima se constrói não vai transformá-la de tal forma que você nunca mais irá sofrer.


E talvez por isso...

Há quem talvez não aproveite tanto a leitura, como


Quem busca por soluções rápidas, frases motivacionais ou uma fórmula pronta para aumentar a autoestima em poucos dias, talvez saia frustrada.

A proposta do livro é mais profunda do que isso, pois exige reflexão, autorresponsabilidade.

Exige disposição para reconhecer que muitas crenças que carregamos hoje podem ser questionadas.

Também pode não ser uma leitura tão proveitosa para quem ainda espera que a mudança aconteça apenas pelas circunstâncias externas.

Porque, ao longo das páginas, a autora nos convida repetidamente a olhar para aquilo que está sob nossa responsabilidade.

Não de forma culpabilizadora.

Mas como um lembrete de que nem sempre podemos escolher o que vivemos, porém podemos construir novas formas de nos relacionar com essas experiências.



Quando autoestima deixa de ser sentimento e se torna um hábito.

Para a leitura realmente fazer sentido

Se eu pudesse sugerir apenas uma forma de ler este livro, seria esta:


  • Não leia com pressa.

  • Leia com um marcador na mão e faça anotações

  • Pare em alguns trechos, Volte em determinadas páginas.

Observe quais partes despertam desconforto. Muitas vezes são justamente elas que merecem mais atenção.

  • Mais do que acumular conhecimento, este é um livro que convida à observação. Ao perceber seus pensamentos automáticos. Suas crenças sobre si mesma.

    As histórias que você conta sobre quem é.


A leitura ganha força quando sai das páginas e encontra a vida real.

Quando você começa a notar como se trata.

Como se posiciona.

Como reage diante dos próprios erros.

Como permite que os outros a tratem.


O verdadeiro exercício proposto pelo livro não acontece durante a leitura. Ele começa depois que você fecha a última página.



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