Pablo e Luisão: Todo mundo merece um amigo que fica, mesmo quando a vida muda.
- Ana Paula Corrêa
- 20 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 21 de jul. de 2025
Quem é o Pablo da sua vida?
Pablo e Luisão, é uma série original GloboPlay, escrita pelo humorista Paulo Vieira. Mas que só quem tem uma amizade de verdade é que vai conseguir entender.

Paulo Vieira me entregou tudo que eu precisava (e não sabia) com a série Pablo e Luisão. É sobre dois homens adultos , pelo menos teoricamente adultos, que vivem como se ainda estivessem na quinta série. Sabe aquele tipo de amizade que mistura ideia ruim com lealdade cega, piada interna com história de hospital, e um toque de “isso não vai acabar bem”?
Então, é isso. E é genial.
O Pablo é o melhor amigo do Luisão. O tipo de amigo que não precisa de convite pra entrar, que se mete na vida alheia com a confiança de quem já foi quase parente. E o Luisão, embarca nas ideias mais duvidosas com a mesma disposição de quem aceita um churrasco às 10h da manhã de uma terça-feira.
E no meio disso tudo, temos ela: Conceição. A mulher do Luisão. A mais sensata da série. A única que parece ter os neurônio funcionando e a cabeça no lugar (mulher né mores) , e mesmo assim, ficou. Aguentou. Tá lá. Porque amor é isso, né? Às vezes é escolha, às vezes é apego, às vezes é só costume. Ou carma. Quem sou eu pra julgar.
Mas voltando à amizade: a série é uma carta de amor mal escrita e muito bem vivida. É sobre aquele tipo de laço que não precisa fazer sentido pra ninguém, mas que segura a barra quando tudo o resto desanda. Que se mantém mesmo quando a vida muda de fase, de cidade, de status no WhatsApp. Uma amizade que não exige performance exige presença.
E sim, é um pouco ridícula. Mas a maioria das boas amizades é. Tem o amigo que mente por você com convicção, o que esconde coisa da sua mãe, o que passa vergonha junto e depois ainda conta como se fosse a melhor história do mundo. E, claro, tem o que te conhece tanto que até seu silêncio é barulhento pra ele.
A real é que amizade boa não precisa de manual. Só precisa de aceitação. Daquela que vem com riso fácil, mas também com paciência pros dias ruins. Que aguenta suas fases mais insuportáveis e ainda aparece com pão e coca-cola no meio do caos. Que não te cobra ser nada além do que você já é — até quando você tá sendo um porre.
Pablo e Luizão são isso: a prova viva de que tem gente que entra na sua vida e simplesmente fica. E quando fica, não precisa explicar, justificar. Só precisa estar. Mesmo que esteja errado. Mesmo que seja o Pablo, ou o Luisão.
Então, se você tem um Pablo na vida, cuida. E se não tem, talvez seja hora de parar de procurar relações impecáveis e começar a valorizar as imperfeitas que sustentam.
A amizade, no fim, não precisa ser bonita. Só precisa ser real.






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