Marina Ruy Barbosa ficou loira: só mais uma prova de que a gente muda de dentro pra fora
- Ana Paula Corrêa
- 4 de jun. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 20 de mai.
Tem mulher que muda o cabelo e o povo já corre pra perguntar: “Terminou o namoro?”, “Tá passando por alguma coisa?”, “Ai, tá diferente, né?”
Pois é. Mudar o cabelo parece vir com um anúncio automático de que algo dentro virou de ponta-cabeça. E, na maioria das vezes… virou mesmo.
A Marina Ruy Barbosa — nossa ruiva oficial desde os tempos de franja no ombro e novela das seis — apareceu loiríssima. LOI-RÍS-SI-MA. E junto da tinta veio um contrato milionário (parabéns, inclusive), mas mais do que isso, ela falou sobre se olhar com novos olhos, sobre crescer, amadurecer, virar a página…
E cá entre nós? Nada mais simbólico.

Quantas vezes você já sentiu vontade de mudar o cabelo, quase como se fosse uma urgência? Uma coisa gritando dentro, pedindo socorro. Uma cor diferente, um corte novo, às vezes até só mudar o jeito de prender.
Mais do que vontade de sermos vistas... é vontade de sermos sentidas.
Essa necessidade quase latente bate à porta nas horas mais impróprias — geralmente à noite, quando não tem salão aberto, nem tempo pra voltar atrás. E aí vem a impulsividade, o corte radical, a franja feita na pia da cozinha.
Mas para e pensa: O que estava acontecendo na sua vida quando você fez aquela mudança capilar drástica?
Um emprego novo? Uma casa nova? Um status de relacionamento atualizado para "solteira e plena"?Ou o clássico: o fim de um relacionamento.
Sempre que desejamos mudanças reais na vida, começamos — ou terminamos — pelo cabelo. E não é à toa. O cabelo é a moldura do rosto. E não tem nada mais expressivo em nós do que o nosso olhar.
A própria Marina Ruy Barbosa, ruivíssima desde sempre, fez da sua “diferença” um trunfo. Em uma época em que o ruivo não estava na moda, e sardas eram vistas como defeito, ela assumiu. Tornou sua imagem uma marca registrada — tanto que criou a Ginger, sua grife (que, veja só, significa “ruivo” em inglês).
“Mudança nem sempre é ruptura — às vezes é só um novo respiro.”— Marina Ruy Barbosa
Claro, o loiro dela veio com um custo: 10 milhões de reais. Mas com R$ 50 e um potinho de tinta da farmácia, a gente também se reinventa. São as famosas transições de identidade. Ou, como eu prefiro chamar: “vontade de mudar tudo, começando pelo que dá.”
O cabelo é uma parte visível e simbólica do nosso corpo. Ele vira ferramenta para expressar fases que nem sempre conseguimos nomear. Marina não mudou à toa — ela só fez o que todas nós fazemos: mostrou por fora o que mudou por dentro.
Nossa identidade é construída com base naquilo que mostramos pro mundo. Mas, com o tempo, começamos a nos moldar para agradar esse mundo. E aí, quando a alma já não cabe mais naquela caixinha, o cabelo vira o primeiro a pedir socorro.
E não, não é tudo drama. Existe base neuropsicológica pra isso, sim. Mudar o visual libera dopamina, o hormônio da recompensa e da novidade. É por isso que dá aquele alívio imediato, aquela sensação de “ufa, agora sim”. Mas, como todo alívio rápido, é temporário. Não resolve o que tá lá no fundo.
Um bom exemplo disso é o filme Felicidade por um Fio. Em desespero, depois de mudar o cabelo, a roupa, o comportamento (e ainda assim se sentir insuficiente), Violet passa a maquininha e raspa tudo. Mas relaxa, esse filme merece um texto só dele — porque é um banho de insight.
Voltando à Marina, à Ana, à Andressa, à Luana, à mim e à você: mudar é bom. A gente muda o cabelo pra lidar com o que não dá pra colocar em palavras. É símbolo, é escape, é grito silencioso. Às vezes, é até político. E tudo isso em 20 minutos de corte ou com uma tinta comprada no mercado.
Mas o mais importante é: se você tá nessa fase de querer mudar o visual, se pergunte com carinho o que realmente quer mudar.
O cabelo cresce. Mas o que você sente… isso precisa de espaço pra existir também.



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