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Por que todo mundo só fala da Virgínia? E até quem diz que não liga… não para de assistir.



Ontem a internet parou. Mentira, ontem a internet acelerou em combustão.

Virgínia Fonseca foi chamada para prestar esclarecimentos na CPI Bets e compareceu… de moletom, com um copo Stanley adesivado e uma maquiagem "quase nada" que provavelmente custou o dobro da minha fatura do cartão.

Fez piada. Tirou onda. Viralizou.

E aí começou o show paralelo – aquele em que todos os que “não ligam” para a Virgínia Fonseca não conseguiam falar de outra coisa a não ser sobre o quanto não ligam para a Virgínia Fonseca.

virginia na cpi das bets de moletom preto

Agora, vamos falar sério. Ou quase. Porque aqui o tom é leve, mas o conteúdo é profundo.



O que a CPI da Virgínia tem a ver com seus pensamentos intrusivos?


Tudo. Absolutamente tudo.

Sabe quando você tenta esquecer uma coisa, mas parece que ela só gruda mais na sua cabeça?

É tipo isso. Você diz: "não quero nem saber dessa mulher", e pum, aparece outro vídeo. Outra piada. Outro meme. E você tá lá de novo. Fingindo desprezo, mas clicando, comentando, compartilhando.

Nosso cérebro é uma máquina teimosa. Quanto mais a gente tenta não pensar em algo, mais aquilo aparece. É como dizer: “não pense em brigadeiro” quando você tá de dieta. Pronto, agora você pensou. E com vontade extra.


A tentativa de ignorar dá mais força. Você acha que está no controle, mas na real só está gastando energia com o que queria evitar.


E o que fazemos com a Virgínia?

Dizemos “isso é um absurdo”, “isso é falta de respeito”, “isso é marketing disfarçado de deboche” (o que, sejamos honestas, talvez seja mesmo). Mas no final, estamos todas compartilhando, comentando, repostando, escrevendo threads, gravando stories e dando ainda mais palco pro espetáculo que juramos que não queríamos assistir.

É um looping. Você tenta fugir do assunto e tropeça nele de novo. E quem ganha com isso? Ela. Sempre ela.


E Virgínia? Bem, ela não está nem aí. Ou talvez esteja, mas com estratégia.


Você acha que alguém que senta na frente de senadores e deputados com um copo Stanley adesivado não sabe exatamente o que está fazendo?

Ela sabe. E se não sabe conscientemente, o time de marketing dela sabe.(Alô, SEO de moletom, CPI, Stanley, maquiagem clean, CPI das Bets, Virgínia desrespeita ou debocha?)

A gente vira combustível da máquina que queríamos desligar. E no fim das contas, o controle é uma ilusão. Você não controla o que sente, nem o que pensa. O que você pode escolher é o que vai fazer com isso. Vai dar palco? Vai virar fã-repulsiva (aquelas que odeiam, mas sabem tudo)? Vai gastar sua energia onde ela não te leva pra lugar nenhum?

Ou vai respirar, aceitar que sentiu tudo isso — raiva, indignação, frustração — sem deixar que isso te controle?


O verdadeiro ato de rebeldia talvez seja o silêncio.


Mas não um silêncio do tipo “ignorar com ódio”. Um silêncio lúcido. Um “ok, senti isso. E agora? Isso me aproxima ou me afasta de quem eu quero ser?”

Porque se a Virgínia usa o algoritmo a favor dela, você pode começar a usar sua consciência a favor de você.

Então, da próxima vez que uma “Virgínia” cruzar o seu feed, pare e pense:

Esse clique, esse comentário, esse compartilhamento… me aproxima ou me afasta da pessoa que eu quero ser no mundo?

Se afasta, amiga? Passa reto. Silenciar às vezes é mais revolucionário que berrar.


Gostou dessa reflexão?

Compartilha com aquela amiga que vive dizendo “ai, não aguento mais ver a Virgínia”... mas já está no quarto vídeo do TikTok sobre o assunto.

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